Que distancia! Nâo choro Porque meus olhos ficam feios

POSTES DA LIGHT

=Pobre alimaria=

O cavallo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escriptorios Desatravancaram o vehiculo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na bolea E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote

=Anhangabahu=

Sentados num banco da America folhuda O cow-boy e a menina Mas um sujeito de meias brancas Passa depressa No Viaducto de ferro

=Jardim da Luz=

Engaiolaram o resto dos macacos Do Brasil Os repuxos desfallecem como velhos Nos lagos Almofadinhas e soldados Gerações côr de rosa Passaros que ninguem vê nas arvores Instantaneos e cervejas geladas Familias

=O féra=

Eil-o sentado num banco de pedra Palido e polido Como a Cleopatra dos sonetos

Espera as pequenas ingenuas Que passam de braços De bruços

Já se esqueceu do retrato na Policia Tem a consciencia tranquilla Dum legislador

=Photographo ambulante=

Fixador de corações Debaixo de blusas Album de dedicatorias Maquereau

Tua objectiva pisca-pisca Namora Os sorrisos contidos És a gloria

Offerenda de poesia ás dusias Tripeça dos logradouros publicos Bicho debaixo da arvore Canhâo silencioso do sol

=A procissão=

Os chauffeurs ficam zangados Porque precisam estacar deante da pequena procissão Mas tiram os bonés e rezam Procissão tão pequenina tão bonitinha Perdida num bolso da cidade Bandeirolas Opas verdes Creanças detentoras de primeiros premios De bobice Vão passo a passo Bandeirolas Opas verdes Um andor nos hombros mulatos De 4 filhas alvissimas de Maria Nossa Senhora vae atraz Num milagre de equilibrio Mas o que mais eu gosto Nesta procissão E’ o Espirito Santo Dourado Para inspirar os homens De minha terra Bandeirolas Opas verdes O padre satisfeito De ter parado o transito Com Nosso Senhor nas mâos E um dobrado atraz

=Escola Berlites=

Todos os alumnos têm a cara avida Mas a professora suffragete Maltrata as pobres dactylographas bonitas E detesta The spring Der Frühling La primavera scapigliata Ha uma porção de livros para ser comprados A gente fica meio esperando As campainhas avisam As portas se fecham

E’ formoso o pavão? De que côr é o Senhor Seixas? Senhor Lazaro traga-me tinta Qual é a primeira letra do alphabeto? Ah!

=Atelier=

Caipirinha vestida por Poiret A preguiça paulista reside nos teus olhos Que não viram Paris nem Piccadilly Nem as exclamações dos homens Em Sevilha A’ tua passagem entre brincos

Locomotivas e bichos nacionaes Geometrizam as athmospheras nitidas Congonhas descora sob o pallio

Das procissões de Minas A verdura no azul klaxon Cortada Sobre a poeira vermelha

Arranha-ceus Fords Viaductos Um cheiro de café No silencio emoldurado

=Musica de manivella=

Sente-se deante da victrola E esqueça-se das vicissitudes da vida

Na dura labuta de todos os dias Não deve ninguem que se prese Descuidar dos prazeres da alma

Discos a todos os preços

=A Europa curvou-se ante o Brasil=

7 a 2 3 a 1 A injustiça de Cette 4 a 0 2 a 1 2 a 0 3 a 1 E meia duzia na cabeça dos portuguezes

=Linha no escuro=

É fita de risada A creançada hurla como o vento Mas os cotovellos se encontram Se acotovellam e se apalpam

Mãos descem na calada da lua quadrangula Emquanto a orchestra cavallos e letreiros galopam

Entre saias uma lixa humana se arredonda Mas quando amanhece A mulher qualquer Desapparece

=Pronominaes=

Dê-me um cigarro Diz a grammatica Do professor e do alumno E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro

=Bibliotheca Nacional=

A Creança Abandonada O doutor Coppelius Vamos com Elle Senhorita Primavera Codigo Civil Brasileiro A arte de ganhar no bicho O Orador Popular O Polo em Chammas

=O combate=

O altifalante parece um palhaço Mexem toalhas No ringue verde e amarello Benedicto ataca e colloca Directos direitos Mas a sabedoria dos clinches destroe A radio bandeirantes cinematiza a 100 leguas Vamos gritar Levou ás cordas o branco Espatifemos as palhetas no ar Mais um Que bicho Desfalleceu Sob o ceu que é uma bandeira azul

Grandes kagados electricos processionam A noite cahe Como um swing

=Aperitivo=

A felecidade anda a pé Na Praça Antonio Prado São 10 horas azues O café vae alto como a manhã de arranha-ceus Cigarros Tietê Automoveis A cidade sem mythos

=Ideal bandeirante=

Tome este automovel E vá ver o Jardin New-Garden Depois volte á Rua da Bôa Vista Compre o seu lote Registe a escriptura Boa firme e valiosa E more nesse bairro romantico Equivalente ao celebre Bois de Boulogne Prestações mensaes Sem juros

=O Gymnasio=

Escutae o tenor boxeur Romão Gonçalves Desafiador sem medo de Spalla e Benedicto Trenador de Jack Johnson e do bravo Carpentier Conforme a photographia Vinde todos á Rua Padre João Manuel Na Penha Trenar ao ar livre As senhoritas encontrarão A Exma Sra Charlota Argentina boxista E os marmanjos verão Romão Detentor do record do mundo De cantar e nadar vestido ao mesmo tempo Acompanhado por uma banda de musica Como se pode ver no cinema E deante dos Reis da Belgica E outros reis

=Digestão=

A couve mineira tem gosto de bife inglez Depois do café e da pinga O gozo de accender a palha Enrolando o fumo De Barbacena ou de Goyaz Cigarro cavado Conversa sentada

=Reclame=

Fala a graciosa actriz Margarida Perna Grossa Linda côr--que admiravel loção Considero lindacôr o complemento Da toelette feminina da mulher Pelo seu perfume agradavel E como tonico do cabello garçonne Se entendam todas com Seu Fagundes Unico depositório Nos E. U. do Brasil

=Bengalo=

Bicos elasticos sob o jersey Um maxixe escorrega dos dedos morenos De Gilberta Janella Sotas e azes desertaram o ceo das estradas de rodagem O piano fox-trota Domingaliza Um gallo canta no territorio do terreiro A campainha telephona Cretones O cinema dos negocios Planos de comprar uma ford O piano fox-trota Janella Bondes

=Passionaria=

Meu amigo Foi-me impossivel vir hoje Porque Armando veiu commigo Como se foras tú Necessito muito de algum dinheiro Arranja-m’o Deixo-te um beijo na porta Da garçonniere E sou a sinceridade

=Hippica=

Saltos records Cavallos da Penha Correm jockeys de Higyenopolis Os magnatas As meninas E a orchestra toca Chá Na sala de cocktails

ROTEIRO DAS MINAS

=Convite=

São João del Rey A fachada do Carmo A egreja branca de São Francisco Os morros O corrego do Lenheiro

Ide a São João del Rey De trem Como os paulistas foram A pé de ferro

=Immutabilidade=

Moça bonita em penca Sete-Lagôas Sabará Cahete O corrego que ainda tem ouro Entre a estação e a cidade E o mequetrefe Vae tocar viola nas vendas Porque a bateia está alli mesmo

=Traituba=

O sobrado parecia uma egreja Curraes E uma e outra arvore Para amarrar os bois O pomar de toda fruta E a passarinhada Joá na roça de milho Carros de fumo puxados por 12 bois Codorna tucano perdiz araponga Jacú nhambú jurity

=Semana santa=

A matraca alegre Debaixo do ceu de commemoração Diz que a Tragedia passou longe O Brasil é onde o sangue corre E o ouro se encaixa No coração da muralha negra Recortada Laminada Verde

=Procissão do enterro=

A Veronica estende os braços E canta O pallio parou Todos escutam A voz na noite Cheia de ladeiras accesas

=Symbologia=

Abranhão tem bigodes pretos E sabia que Deus collocava o Anjo atraz delle Isaac é innocente pequeno e núzinho

Os homens que carregam o caixão Estão todos de branco E descalços

O soldado romano E’ zangadissimo E tem cabello na cara

O padre sahiu para a rua De dentro de um quadro antigo

=São José del Rey=

Bananeiras O sol O cansaço da illusão Egrejas O ouro na serra de pedra A decadencia

=Sabbado de alleluia=

Serpentes de fogo procuram morder o ceo E estouram A praça publica está cheia E a execução espera o arcebispo Sahir da historia colonial

Longe vae tempo soltaram a lua Como um balão de dentro da serra

Judas balança cahido numa arvore Do ceu doirado e altissimo

Jardins Palmeiras Negros

=Bumba meu boi=

Descollocado Arrebentado Vae sahi A companhia do arraiá Da Boa Sorte

Sob o estandarte A tourada dansa Na musica nocturna

=Resurreição=

Um atropello de sinos processionaes No silencio Lá fóra tudo volta A’ espectaculosa tranquilidade de Minas

=Menina e moça=

Gostei de todas as festas Porque esse negocio de missa E procissão E’ só para os olhares

Vou agora triste no trem Com aquella paixão No coração Vou emmagrecer Junto ás palmeiras Malditas Da fazenda

=Casa de Tiradentes=

A Inconfidencia No Brasil do ouro A historia morta Sem sentido Vasia como a casa immensa Maravilhas coloniaes nos tectos A egreja abandonada E o sol sobre muros de laranja Na paz do capim

=Chagas Doria=

Picássos na parede branca E mais nada Sob o tecto de caixões Mas na sachristia Uma imagem barbuda Arregalada de santidade Me espera como uma creança de collo

=Mappa=

Ibitiruna Campos sertanejos Carmo da Matta Tartaria E a machina de brincadeira Que corre dois dias Atraz da barra do Paraopeba

=Capella Nova=

Salão Mocidade Hotel do Chico Uma egreja velha e côr de rosa Na decoração dos bananaes Dos coqueiraes

=Documental=

E’ o Oeste no sentido cinematographico Um passaro caçoa do trem Maior do que elle A estação proxima chama-se Bom Successo Floresta colinas cortes E subito a fazenda nos coqueiros Um grupo de meninas entra no film

=Paisagem=

Na athmosphera violeta A madrugada desbota Uma pyramide quebra o horizonte Torres espirram do chão ainda escuro Pontes trazem nos pulsos rios bramindo Entre fogos Tudo novo se desencapotando

=Longo da linha=

Coqueiros Aos dois Aos tres Aos grupos Altos Baixos

=Santa Quiteria=

Palmas immensas Sobem dos caules occultos Cercas e cavallos E a raça que se apruma

=Approximação da capital=

Trazem-nos poemas no trem Azues e vermelhos Como a terra e o horizonte É um hotel rigorosamente familiar Que offerece vantagens reaes Aos dignos forasteiros Havendo o maximo escrupulo na direcção da cosinha

Casas defendem o vosso proprio interesse Proporcionando-vos uma economia De 2$000, de 3$000

Impermeaveis Borzeguins Pyjamas

=Barreiro=

Estradas de rodagem E o canto dos meninos azues da Gameleira A paisagem nos abraça Pontes Alvenaria Ninhos Passarinhos A escola e a fazenda de duzentos annos

=Canção do Vira=

Coa comade pode Pode Quá o quê Afinca Afinca

=Lagoa Santa=

Aguas azues no milagre dos mattos Um cemiterio negro Ruas de casas despencando a pique No ceu reflectido

=Viveiro=

Bananeiras monumentaes Mas no primeiro plano O cachorro é maior que a menina Côr de ouro fosco

As casas do valle São habitadas pela passarada matinal Que grita de longe

Junto á Capella Ha um pintor Marcolino de Santa Luzia

=Sabará=

Este corrego ha trezentos annos Que attrahe os faiscadores Debaixo das serras No fundo da bateia lavada O sol brilha como ouro Outrora havia negros a cada metro de margem Para virar o rio metalico Que ia no dorso dos burros E das caravellas Borba Gato Os paulistas trahidos Sacrilegios O vento

=Ouro Preto=

Vamos visitar São Francisco de Assis Egreja feita pela gente de Minas O sachristão que é vizinho da Maria Canna-Verde Abre e mostra o abandono Os pulpitos do Aleijadinho O tecto do Athayde

Mas a dramatização finalizou Ladeiras do passado Esquartejamentos e conjurações Sob o Itacolomy Nos poços mecanicos policiados Da Passagem E em alguns maus alexandrinos

Só o Morro da Queimada Fala do Conde de Assumar

=Congonhas do Campo=

Ha um hotel novo que se chama York E lá em cima na palma da mão da montanha A igreja no circulo architectonico dos Passos Paineis quadros imagens A religiosidade no socego do sol Tudo puro como o Aleijadinho

Um carro de boi canta como um orgão

=Occaso=

No amphithetro de montanhas Os prophetas do Aleijadinho Monumentalizam a paisagem As cupulas brancas dos Passos E os cocares revirados das palmeiras São degraus da arte de meu paiz Onde ninguem mais subiu

Biblia de pedra sabão Banhada no ouro das minas

LOYDE BRASILEIRO

=Canto do regresso a Patria=

Minha terra tem palmares Onde gorgeia o mar Os passarinhos aqui Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas E quasi que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permitta Deus que eu morra Sem que volte para lá

Não permitta Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo

=Tarde de partida=

Casas embandeiradas De janellas De Lisboa Terremoto azul Fixado Nos nevoeiros historicos O teu velho verde Crepita de verdura E de pharoes Para o adeus da patria quinhentista E o accaso dos Brasis

=Cielo e mare=

O mar Canta como um canario Um compatriota de bôa familia Empanturra-se de whisky No bar Familias tristes Alguns gigolôs sem effeito Eu jogo Ella joga O navio joga

=O cruzeiro=

Primeiro pharol de minha terra Tão alto que parece construido no ceu Cruz imperfeita Que marcas o calor das florestas E os discurssos de 22 camaras de deputados Silencio sobre o mar do Equador Perto de Alpha e de Beta Perdão dos analphabetos que contam casos Accaso

=Rochedos São Paulo=

Everest da Atlantida Vanguarda calcinada do Brasil Ponto geocentrico eriçado Contra as escarpas das ondas Do Amazonas Poleiro de Gago Coutinho

=Fernando de Noronha=

De longe pareces uma cathedral Gravando a latitude Terra habitada no mar Pela minha gente Entre contrafortes e penedos vulcanicos Uma ladeira coberta de matto Indica a colonia lado a lado Um muro branco de cemiterio A egreja Quatro antenas Levantadas entre a Europa e a America Um pharol e um cruzeiro

=Recife=

Desenvoltura Attração sinuosa Da terra pernambucana Tudo se enlaça E absorve em ti Rectilinea Canna de assucar Dobrada Para deixar mais alta Olinda Plantada Sobre uma onda linda Do mar pernambucano Mas os guindastes São canhões que ficaram Em memoria Da defeza da Patria Contra os hollandezes Chaminés Palmares do caes Perpendiculares aos hangars E ás broas negras d’oleo Baluartes do progresso Para render Os velhos fortes Carcomidos Pelos institutos historicos Na paisagem guerreira Os coqueiros se empennacham Como guerreiros em festa Ruas imperiaes Palmeiras imperiaes Pontes imperiaes As tuas moradias Vestidas de azul e de amarello Não contradizem Os prazeres civilizados Da Rua Nova Nos teus parallelepipedos Os melhores do mundo Os automoveis Do Novo Mundo Cortam as pontes ancestraes Do Capiberibe

Desenvoltura Concreto sinuoso Que liga o arranha-ceu A’ bençam das tuas egrejas Velhas De abençoar A gente corajosa De Pernambuco

=Escala=

Sob um solzinho progressista Ha gente parada no caes Vendo um guindaste Dar tiro no ceu

=Versos bahianos=

Tua orla Bahia No beneficio destas aguas profundas E o matto encrespado do Brasil

Uma jangada leva os teus homens morenos De chapeu de palha Pelos campos de batalha Da Renascença

Este mesmo mar azul Feito para as descidas Dos hydroplanos de meu seculo Frequentado rendez-vous De Hollandezes de Condes e de Padres Que Amaralina actualiza Poste das saudades transatlanticas Riscando o ocre photographico Entre Itapoan e o pharol tropical

A bandeira nacional agita-se sobre o Brasil A cidade alteia cupulas Torres coqueiros Arvores transbordando em mangas rosas Até os navios ancorados Forte de São Marcello Panella de pedra da historia colonial Cosinhando palmas E as tuas ruas entreposto do Mundo E os teus sertanejos asphaltados E o teu anno de egrejas differentes Com um grande dia santo Cathedral da Bahia

Genuflexorio dos primeiros potentados Confessionario dos inquisidores Cathedral E’s o fim do roteiro de Roberio Dias Romance de Alencar Encadernado em ouro Por dentro Mais grandiosa que São Pedro Cathedral do Novo Mundo

Passa uma yole Com remadores brancos No occaso indigesto De Itaparica

=Noite no Rio=

O Pão de Assucar E’ Nossa Senhora da Apparecida Coroada de luzes Uma mulata passa nas Avenidas Como uma rainha de palco Talco Facil Arvores sem emprego Dormem de pé Ha um milhão de maxixes Na preguiça Que vem do fundo da colonia Do mar Da belleza de Dona Guanabara Paixões de feerie O Minas Geraes pisca para o Cruzeiro

=Annuncio de São Paulo=

Antes da chegada Affixam nos offices de bordo Um convite impresso em inglez Onde se contam maravilhas de minha cidade Sometimes called the Chicago of South America

Situada num planalto 2.700 pés acima do mar E distando 79 kilometros do porto de Santos Ella é uma gloria da America contemporanea A sua sanidade é perfeita O clima brando E se tornou notavel Pela belleza fóra do commum Da sua construcção e da sua flora

A Secretaria da Agricultura fornece dados Para os negocios que ahi se queiram realizar

=Contrabando=

Os alfandegueiros de Santos Examinaram minhas malas Minhas roupas Mas se esqueceram de ver Que eu trazia no coração Uma saudade feliz De Paris

LAUS DEO

=NOTAS DE TRANSCRIÇÃO=

Os erros tipográficos evidentes foram corrigidos.

A pontuação, a hifenização e a ortografia foram mantidas conforme o texto original.

Foram acrescentados um índice geral dos poemas assim como das figuras para fins de acessibilidade.